Histórico

O I Congresso Latinoamericano de Cultura Viva Comunitária é a continuidade de um processo de articulação continental desenvolvido nos últimos 10 anos, com o objetivo de dar fortalecer e dar visibilidade às mais de 120 mil experiências populares de atividades culturais e comunitárias que existem no continente, mobilizando atualmente a cerca de 200 milhões de pessoas em eventos e oficinas, trabalhando intensamente junto a estas comunidades e territórios mesmo sem um reconhecimento adequado por parte das políticas públicas e legislações culturais vigentes na América Latina. Este processo deu origem ao Coletivo Latinoamericano Plataforma Puente Cultura viva Comunitária, que se articulou a partir da iniciativa de centenas de organizações e redes, com episódios como os Fóruns Sociais Mundiais de Belém (2009) e Porto Alegre (2012), a sanção de um anteprojeto de recomendação legislativa no Parlamento do Mercosul em apoio aos Pontos de Cultura, O “Encontro de Redes de Latinoamerica – Plataforma Puente – 100 organizaciones culturales” realizado em Medellin no ano de 2010, a intervenção em 2011 no IV Congresso Iberoamericano de Cultura e na Cúpula Social do Mercosul, e finalmente a Semana Continental pela Cultura Viva Comunitária durante o ano de 2012, junto com a realização da Caravana Por La Vida, que chegou a Cúpula dos Povos na Rio+20.

Um grupo de organizações culturais latinoamericanas provenientes da Colômbia, Brasil, Guatemala, Costa Rica, Bolívia e Argentina assumiram a responsabilidade de definir os meios para garantir a realização do Congresso, e se reuniram de 10 a 14 de janeiro em La Paz para trabalhar sobre aspectos organizativos, logísticos e de conteúdos. Neste sentido, este material é um primeiro documento de informação para estimular e orientar a pessoas e coletivos que queiram participar desta importante iniciativa.

Deste modo, o I Congresso Latinoamericano de Cultura Viva Comunitária busca fortalecer este processo fomentado por organizações e redes em todo o continente, gerando um espaço que propicie o encontro entre estas experiências e concretize avanços significativos no terreno organizativo e de luta por políticas públicas de apoio a estes processos de organização popular, economia social e desenvolvimento local na América Latina. Acreditamos que o fortalecimento dos processos de Cultura Viva Comunitária no continente podem constituir um avanço importante na construção de uma nova sociabilidade humana, em uma perspectiva de justiça e equidade, em harmonia com a Mãe Terra (Pachamama) e nossos bens comuns. Um caminho para uma democracia do comum, deliberativa e participativa que permita transcender e superar o horizonte ao que nos quer condenar o capitalismo, a violência e as políticas extrativistas em nossa América.

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