A comunicação como direito de todas e todos – Manifesto Comunicaçao Compartilhada

Todas e todos temos o direito de manifestar nossas crenças, de se reconhecer em nossas origens, de incidir na evolução das tradições e da vida como um todo. Está assegurado na Declaração Universal dos Direitos Humanos o direito individual à liberdade de expressão. Queremos assegurar o direito coletivo de se expressar, de participar da construção da realidade e dialogar em sociedade. A Comunicação Compartilhada do I Congresso Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária é uma experiência para exercer esse direito.

A proposta consiste na leitura conjunta dos acontecimentos, a partir de diversos pontos de vista, que dialogam entre si. Estudantes, agentes culturais, militantes e demais interessadas e interessados interconectarão suas experiências para divulgar e problematizar a produção cultural Latino-Americana e suas temáticas.

Entendemos a comunicação como ação política e não apenas canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade a ser desenvolvido colaborativamente, em contraponto à lógica competitiva da mídia de massa. As tecnologias da informação devem servir para a difusão de pontos de vista construídos em diversos âmbitos, problematizando a sociedade à partir da experiência dos diversos setores que a compõem. Defendemos que a comunicação deve estar a serviço de todas e todos, para a construção de uma sociedade mais justa e plural.

Os materiais produzidos nesse espaço deverão respeitar os valores éticos e sociais e oferecer participação às diversas partes envolvidas em qualquer assunto. A Comunicação Compartilhada deve respeitar os direitos humanos e se opor à discriminação de raça, credo, gênero, convicções político-partidárias e condições sociais.

Tendo em vista o compartilhamento e a produção de conhecimento, indica-se a utilização de licenças que apóiam a flexibilização dos direitos autorais, as políticas de copyleft e a livre reprodução de conteúdo. Destaca-se, ainda, que outros tipos de licenciamento devem ser respeitados. Havendo reprodução de materiais de terceiros (em qualquer formato), a fonte precisa ser citada. Do mesmo modo, a Comunicação Compartilhada do Congresso deve pautar-se preferencialmente pelo uso de softwares livres e tecnologias abertas em seu processo produtivo, por sua importância crucial na perspectiva de uma descolonização e empoderamento tecnológico.

Na comunicação compartilhada, além do conteúdo, importa a forma como ela é construída e o processo conjunto de reafirmação da diversidade – mais do “que” comunicar, trata-se de “como” e “para que” comunicar. Pontualmente em maio de 2013, durante o I Festival Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária – a exemplo do Fórum Social Mundial e tantas outras iniciativas espalhados pelo mundo – faremos a comunicação compartilhada de todas as atividades como um grande laboratório para que aprendamos a exercer o direito à comunicação coletivamente.

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