12 – Cultura de Paz

Integrando a programação do 1º Congresso Latino-americano Cultura Viva Comunitária, o Pontão de Convivência e Cultura de Paz do Instituto Pólis realizou entre 20 e 21 de maio o Círculo de Visão “Cultura de Paz, Convivência e Interculturalidade”, na sede da UMSA – Universidade Mayor de Sans Andrés, em La Paz (Bolívia). Com aproximadamente vinte participantes, representantes do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Peru e Paraguai contaram suas histórias e impressões sobre a cultura de paz.

Segue as propostas do grupo reunido na Universidad Mayor de San Andrés identificado abaixo – facultad de Ciencias Sociales: Humberto Mancilla, Macel Madureira, Raquel Willedira, Re Takeo, Luz Adriana Pinto, Ludmila Rapuport, Hamilton Faria, Martha Lemos, Wanda Martins, Maitê Freitas, Marina Argañaras, Manuel Madureira, Maria Gracia Exebio, Flavio Martinez Beltran, Manuel Ledezma Cordero, Liz Osorio, Juan Jose Villalba.

I. Principales enfoques o sentidos para las propuestas, respecto al campo de la temática abordada, desde la cultura viva comunitaria. E os principales propuestas y demandas a los Estados y las políticas públicas desde cultura viva comunitaria y en el campo específico de la temática.

1-     Que seja incluído no documento final: que a rede cultura viva comunitária é a expressão da diversidade intercultural com cultura de paz

2-     Que a cultura de paz seja entendida nos marcos do manifesto 2000 da UNESCO- por uma cultura de paz e não violência: respeitar a vida, rejeitar a violência, praticar a justiça, ouvir para compreender, preservar o planeta, redescobrir a solidariedade com a participação da comunidade, especialmente das mulheres e jovens e o respeito aos princípios democráticos.

3-     Entendemos a cultura de paz como paradigma, filosofia, modo de vida, atitudes e comportamentos.

4-     Cultura de paz não é construir mundos homogêneos, sem diferenças, não é sinônimo de passividade, desconhecimentos dos conflitos ou esquecimento, mas resistência ativa e posicionamento para a construção de um outro mundo possível.

5-     A cultura de paz deve cuidar da linguagem e do vocabulário. As linguagens e o vocabulário devem ser  formas de comunicação não violenta,  expressar o cuidado com os outros e com a comunidade dos seres vivos. As palavras devem ser guardiãs do encantamento.

6-     Queremos construir não apenas projetos políticos e culturais, mas mundos amorosos, coloridos, poéticos, que expressem o nosso sentimento estético  e emotivo. Não desejamos a mercantilização da vida que transforma tudo em números e resultados, queremos que nossa ação expresse a poética de nossa existência na América Latina e na terra (Patchamama).

7-     É oportuno falar da linguagem do coração, da alegria e da felicidade interna liquida e não do produto interno bruto.

8-     A violência direta, simbólica, cultural e estrutural deve ser rejeitada com resistência ativa e pacifica.

9-     Como diz Gandhi “devemos ser a mudança que queremos  no mundo” “ a arte da vida e fazer da vida uma obra de arte”

10-   Entendemos a cultura de paz na analogia com uma arvore: as raízes-valores e crenças (mitos). A memoria ancestral nem sempre visível é primordial e essencial à vida, o tronco são as instituições-permitem aos valores tomarem formas e sentidos, os galhos e folhas são praticas concretas em todos os níveis (político, econômico, social, territorial).

“Não há caminho para a paz a paz é o caminho.” – (A.J.Muste)

 

II. Principales Propuestas y Desafios respecto de La temática para El tejido organizativo de Cultura Viva Comunitária:

A Cultura Viva não é apenas um espaço de encontro cultural e político, também é um espaço de encontro afetivo, amoroso, da descolonização dos corpos e do desarmamento dos espíritos.

A Rede Cultura Viva Comunitária é a expressão da cultura de paz na América Latina.

Transformar valores e ações de cultura de paz em políticas públicas e de Estado.

As ações da Cultura Viva Comunitária devem ser entendidas como ações que fomentam a cultura de paz.

A Cultura Viva Comunitária deve apoiar as iniciativas de cultura de paz que fortaleçam a intervenção que busca a unidade no território latino americano.

Motivar o trabalho em rede, respeitando a interculturalidade nas ações para que se replique em toda a América Latina.

Evidenciar as ações que são contrárias a cultura de paz.

Identificar como ferramenta unificadora a diversidade de expressões artísticas e culturais da América Latina.

Fortalecer a participação cidadã nas tomadas de decisão e descentralizar as políticas de paz nos territórios.

Propiciar o fortalecimento das redes e ações de soberania alimentar, comércio justo, banco de sementes, fogões comunitários.

Fomentar o princípio da escuta para avançar as dinâmicas da cultura de não violência (cultura de paz)

Desenvolver metodologias de conversação, de mediação, comunicação não violenta e participativas. Promover também metodologia de mediação de conflito envolvendo escolas, espaços públicos com arte e criação e outros espaços de convivência.

Desenvolver mecanismos de fortalecimento de participação comunitária no território.

Criar círculos restaurativos de paz nos territórios locais, estaduais e federais.

Desenvolver mapeamentos socioculturais das diversidades visando o diálogo intercultural.

Motivar a tomada de consciência das múltiplas ações que individual e coletivamente dão aporte a cultura de paz.

Criar prêmios de Cultura de Paz por Secretarias e Ministérios da Cultura.

Promoção e resgates ritualísticos e ancestrais de nossos povos como promoção para a paz.

Propor a democratização dos meios de comunicação e multiplicação das mídias de paz. O cinema comunitário como proposta de cultura de paz.

 

Accede a la carpeta del Cïrculo 12 – Cultura de Paz

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