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Rede de Cartografias Colaborativas cresce na América Latina

19.05.2013 – La Paz – Mercado Camacho

Veja aqui o mapa da cultura na América Latina em construção.

 

A Rede de Cartografias Colaborativas realizou uma atividade na segunda-feira (19), parte da programação do I Congresso Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária. Representantes do Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, México e Uruguai participaram dos debates sobre o tema e da oficina prática, que apresentou as potencialidades do mapeamento cultural colaborativo e sua dinâmica de uso.

De acordo com João Paulo Mehl, integrante do Coletivo Soylocoporti e diretor da Ethymos Soluções em Web, o objetivo da rede é oportunizar condições efetivas de transformação social a partir do olhar no território em que se vive, agregando iniciativas de maneira a engrossar a discussão da “Malha Cartográfica Livre” e de uma “Malha Pública de Dados”.

João Paulo Mehl apresentou uma proposta de mapeamento das iniciativas culturais da América Latina. Imagem: Gustavo Castro.

João Paulo Mehl apresentou uma proposta de mapeamento das iniciativas culturais da América Latina. Imagem: Gustavo Castro.

Iniciativas culturais latino-americanas no mapa

A ferramenta apresentada consiste numa tecnologia alternativa para mapeamento, que permite criarmos nossos próprios processos de georreferenciamento, e no caso da integração cultural latino-americana, saber onde estão as iniciativas que atuam com essa temática. Além de localizar os pontos, é possível incluir no mapa arquivos de vídeo, texto e foto; também é possível colocar as iniciativas no Open Street View (um programa similar ao google maps, mas de código aberto). O mais importante na hora de planejar o mapeamento é organizar e qualificar os dados por meio da definição de categorias – no caso do mapeamento cultural, dividir entre as organizações que são centro culturais, que atuam com comunicação, teatro etc.

A intenção é fazer um mapa da Cultura Viva Comunitária e o ponto de partido foi o cadastro das organizações presentes no Congresso. “Além disso, qualquer organização que quiser ter essa tecnologia, que envolve mapa, site e gerenciamento de contatos, pode entrar em contato porque será disponibilizado”, indicou Mehl.

Imagem: Gustavo Castro

Imagem: Gustavo Castro

Experiência gaúcha

Jeferson Assumção, Secretário Adjunto da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, apresentou a experiência do estado, que inclui a disponibilização do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, o qual reúne o acervo de mais de 500 bibliotecas. A ferramenta permite que as bibliotecas se comuniquem entre si, além de possibilitar que cada uma veja o que as outras estão fazendo. A iniciativa também contempla os Pontos de Cultura do estado e o mapeamento do Sistema Estadual de Museus.

Para além do mapeamento oficial, a ferramenta também está aberta aos grupos culturais que queiram se somar, tendo como princípio o desenvolvimento de uma cultura de rede no Rio Grande do Sul. O próximo objetivo é implementar um mapa da diversidade cultural do Rio Grande do Sul – envolvendo os carnavais, cultura indígena, urbana, negra, dos pampas etc, com o intento de visibilizar a diversidade cultural do estado.

Compartilhar para mapear

Mehl defende que “temos que juntar as experiências, não precisamos usar todos as mesmas tecnologias, mas o mais importante é o intercâmbio e a organização dos dados”, sendo que a proposta é compartilhar metodologias e recursos com outras iniciativas similares. O desafio é definir um padrão para intercambiar esses dados – por isso a necessidade do diálogo e da articulação entre as organizações de cartografia colaborativa e da rede de desenvolvedores, “pra que a cultura viva comunitária seja acessível em qualquer parte do mundo. É isso que queremos construir, mas só poderemos fazer isso juntos, com a colaboração de todos”, conclamou.

Esse texto é uma contribuição para a Comunicação Compartilhada do I Congresso Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária e foi produzido por Michele Torinelli, comunicadora e integrante do Coletivo Soylocoporti. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse: www.congresoculturavivacomunitaria.org/

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