Bolívia e a radicalização da democracia

O I Congresso Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária está imerso em um universo (sempre) em ebulição: Bolívia. Assim como os bloqueios, manifestações, greves de fome e marchas são comuns.

Marcha indígena chegou hoje à praça San Francisco, no centro de La Paz.

Marcha indígena chegou hoje à praça San Francisco, no centro de La Paz.

Algumas caravanas que vieram de ônbius da Argentina ficaram presas em bloqueios nas estradas que a Central Obrera Boliviana (COB) – maior organização sindical do país atualmente coordenada pelos mineiros – está organizando ao redor do país, o que atrasou a chegada da delegação argentina ao evento. Na capital, os protestos são diários. Mas, a partir de um acordo com o governo, os manifestantes abriram uma trégua de 48h, que dura até amanhã.

Em contraponto, uma marcha de vários movimentos indígenas que apoiam o presidente Evo Morales, como as Mulheres Campesinas Originárias de Bolívia Bartolisa Sisa e as Seis Federações do Trópico de Cochabamba (que agrega cocaleiros) chegou hoje a La Paz para manifestar o seu apoio ao governo. Boris García, do Coletivo Crea Pasión, acredita que esse processo é positivo e reflete a intensa democracia que o país vive, onde todas as visões políticas se organizam e ocupam as ruas.

 

Esse material de texto e foto é uma contribuição para a Comunicação Compartilhada do I Congresso Latino-Americano de Cultura Viva Comunitária e foi produzido por Michele Torinelli, comunicadora e integrante do Coletivo Soylocoporti. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse: www.congresoculturavivacomunitaria.org/

tro: Lídia Amorim

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